POBRE ESTADO RICO
Quem de nós, em meio à crise econômica que atravessamos, já não perguntou: “De onde vem tanto dinheiro do Estado para socorrer empresas financeiras e montadoras de veículos?” Com certeza o dinheiro não caiu do céu, mas ele é fruto, em sua maior parte, como já estamos cansados de saber, daquilo que o próprio Estado arrecada de seus cidadãos, por meio da cobrança de tributos. Nisso tudo, o que nos espanta não são as enormes quantias em dinheiro que estão sendo utilizadas pelos governos para socorrer setores que foram atingidos em cheio com a explosão da crise econômica mundial, mas em saber que vivemos num sistema que é especialista em cobrar e enriquecer, na maioria das vezes, a si mesmo, mas pobre, para não dizer miserável em muitos casos, na distribuição eqüitativa da renda recebida por aqueles que são seus próprios contribuintes.
Por isso, enquanto um Estado ou governo arrecadar precipuamente com o interesse maior de encher seus cofres, atender interesses partidários desconectados com a realidade social do povo, ou, o que é pior, tendo em vista satisfazer os caprichos pessoais, egoístas e narcisistas daqueles que os representam, os cidadãos, em sua maior parte, continuarão vivendo em estado de pobreza, a boa e competente educação continuará sendo privilégio de poucos, os trabalhadores continuarão sendo explorados sem ter quem os defenda com integridade e lisura, os idosos continuarão sendo desrespeitados e as crianças continuarão sendo vítimas de um sistema que dobrou seus joelhos à moeda e que, em razão disso, tornou-se incapaz de olhar para os pequeninos e os menos favorecidos, pois quem serve ‘mamom’¹ não pode servir a Deus e quem não serve a Deus busca seu próprio interesse e não o do outro.
Finalmente, que a crise atual sirva para nos fazer parar e refletir que a riqueza de um homem, ou de um Estado ou governo, não se resume na quantidade de bens que eles possuem para si mesmos, pois de nada adianta acumular riquezas se não aprendemos a ser ricos no sentido de oferecer com liberalidade, responsabilidade e justiça as condições e os meios para que todos tenham as mesmas possibilidades de viver dignamente. Caso não nos arrependamos e não nos deixemos ser corrigidos, poderemos até mesmo construir palácios, mas morreremos de fome dentro deles, poderemos até falar de liberdade e almejá-la, mas continuar edificando e mantendo estruturas escravocratas que roubam de nós a possibilidade de ser verdadeiramente livres. Rendamo-nos, pois, inteiramente e humildemente, ao senhorio de Jesus, Aquele que liberta os encarcerados e se coloca ao lado dos que têm fome e sede de justiça.
Por isso, enquanto um Estado ou governo arrecadar precipuamente com o interesse maior de encher seus cofres, atender interesses partidários desconectados com a realidade social do povo, ou, o que é pior, tendo em vista satisfazer os caprichos pessoais, egoístas e narcisistas daqueles que os representam, os cidadãos, em sua maior parte, continuarão vivendo em estado de pobreza, a boa e competente educação continuará sendo privilégio de poucos, os trabalhadores continuarão sendo explorados sem ter quem os defenda com integridade e lisura, os idosos continuarão sendo desrespeitados e as crianças continuarão sendo vítimas de um sistema que dobrou seus joelhos à moeda e que, em razão disso, tornou-se incapaz de olhar para os pequeninos e os menos favorecidos, pois quem serve ‘mamom’¹ não pode servir a Deus e quem não serve a Deus busca seu próprio interesse e não o do outro.
Finalmente, que a crise atual sirva para nos fazer parar e refletir que a riqueza de um homem, ou de um Estado ou governo, não se resume na quantidade de bens que eles possuem para si mesmos, pois de nada adianta acumular riquezas se não aprendemos a ser ricos no sentido de oferecer com liberalidade, responsabilidade e justiça as condições e os meios para que todos tenham as mesmas possibilidades de viver dignamente. Caso não nos arrependamos e não nos deixemos ser corrigidos, poderemos até mesmo construir palácios, mas morreremos de fome dentro deles, poderemos até falar de liberdade e almejá-la, mas continuar edificando e mantendo estruturas escravocratas que roubam de nós a possibilidade de ser verdadeiramente livres. Rendamo-nos, pois, inteiramente e humildemente, ao senhorio de Jesus, Aquele que liberta os encarcerados e se coloca ao lado dos que têm fome e sede de justiça.
Soli Deo gloria.
Uéslei Fatareli, rev.
mestre em Ciências da Religião
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
mestre em Ciências da Religião
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
¹ ‘Mamom’: termo de origem aramaica com os seguintes significados: ‘riqueza’ com forte conotação negativa, ‘lucro’ de origem iníqua ‘personificado’ e oposto a Deus’
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