quarta-feira, 2 de junho de 2010

VAMOS ESCALAR QUEM?


Sem dúvida alguma, nosso desejo é que a equipe de futebol que entrará em campo para representar e defender o Brasil na Copa do Mundo vença o torneio, não por sorte e, muito menos, por qualquer tipo de superstição, mas por jogar com raça, arte e técnica primorosas. Sabemos, entretanto, que os jogos trazem consigo situações imprevisíveis. Quem já não viu lances inusitados e despretensiosos mudarem o placar de uma competição e o destino de um time? Não obstante, um grupo bem escalado, bem preparado e bem dirigido terá maiores possibilidades de superar seus adversários.

Nosso intuito, entretanto, nesta breve reflexão, não se presta exclusivamente a tratar daquela que é uma das paixões do brasileiro, ou seja, o futebol, mas, aproveitar a ocasião e lembrar a todos que, mais do que vencer um campeonato mundial, a nação brasileira necessita sair vitoriosa nas urnas, uma “copa” que não podemos perder. Sendo assim, para que possamos juntos conquistar a vitória, urge que escalemos com sobriedade e prudência nossos representantes, pois o que está em jogo nas urnas é bem diferente daquilo que envolve um certame esportivo. A vitória no esporte nos faz festejar por alguns dias. Por outro lado, uma escolha correta numa eleição nos permite desfrutar de uma condição melhor de vida. Nesse sentido, entendemos que o voto de cada eleitor tem mais desdobramentos na vida da nação do que as suas preferências por um elenco de jogadores.

Finalmente, a responsabilidade dos eleitores de escalar presidente, governador e deputados que os representem e os defendam com excelência é uma tarefa bem mais difícil do que aquela que foi dada ao Dunga, pois este tem um grande número de bons jogadores a sua disposição, aqueles, entretanto, têm pouquíssimos candidatos dignos de receber crédito e voto.

Uéslei Fatareli, rev.ms.

Nenhum comentário: