
Se uma pessoa ler a Bíblia com atenção, observará que um dos seus temas é acerca dos falsos profetas. Pode-se perceber a seriedade do assunto pelas várias ocasiões em que ele é mencionado e pela forma como é tratado.
No Antigo Testamento, Jeremias é um dos livros que mais nos alerta quanto aos falsos profetas. Nesta obra, especialmente no capítulo 23, podemos aprender que os falsos profetas falam da parte dos falsos deuses, fazem errar o povo, cometem adultérios, andam com falsidade, fortalecem as mãos dos malfeitores para que não se convertam cada um de sua maldade, fazem com que a impiedade aumente na terra, anunciam vãs esperanças, torcem a Palavra do Deus vivo, não participam do conselho de Deus, suas mensagens se baseiam em sonhos mentirosos e não têm proveito algum e se apresentam como profetas de Deus mesmo não sendo por Ele enviados.
No Novo Testamento, os servos de Cristo, o historiador Lucas e os apóstolos Paulo, Pedro e João, nos alertam também com relação aos falsos profetas. Seus escritos nos revelam que já naquela época não eram poucos os que enganavam em nome de Deus. Pedro, em sua segunda carta, destaca que os tais surgem no meio do povo de Deus, fazem comércio dele, são movidos por avareza, usam palavras ilusórias e se empenham para que os fiéis não somente venham a desprezar o Soberano Senhor, mas, também, a seguir suas práticas libertinas de tal maneira que o caminho da verdade seja desacreditado.
Concluindo, para quem imagina que nossa reflexão fosse mais útil numa igreja, alerto que o poder de enganar por meio de palavras e discursos ocorre, também, nos meios de comunicação de massa, nos palanques, nas tribunas etc. Nesse sentido, convém ficar de prontidão, pois há certos tipos de “lobos” que se apresentam com oratória requintada e sedutora.
Soli Deo gloria
Uéslei Fatareli, rev.ms.
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